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Divisão de gastos coletivos: um pouco de individualismo

Sabemos que o comunismo não se adapta bem as necessidades individuais, não é?

Por exemplo, quando um coletivo dá um presente para uma pessoa, ela logicamente não paga né?

Pois é, agora a Divisão de gastos coletivos suporta isto transparentemente!

Alguns lembretes:

  • Para fazer uma cópia do documento clique em ‘File/Make a copy’. Você deve estar logado em uma conta Google;
  • Você pode exportar a planilha no format OpenOffice, Excel, HTML, etc. Veja o menu ‘File’;
  • As casas decimais do valor são separadas por ponto (.) e não por virgula!

Até,

Namaskar

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Divisão de gastos coletivos

Saindo do “forno” da Casa do Mato, está publicamente disponível aqui um sistema usado para dividir gastos coletivos.

Gastos coletivos, neste contexto, significa qualquer gasto que deve ser igualmente dividido por todos os integrantes de um dado grupo.

Como há muitos deles, alguns de baixos e outros de alto valor, torna-se impraticável o acerto exato e individual de cada gasto. Deste modo, os gastos são colocados em períodos convenientes, com base, por exemplo, na data de pagamento de contas. Neste documento de exemplo, o aluguel é a conta base, na qual todas as outras contas e gastos são abatidos.

Por conta, entende-se gastos relativamente “fixos”, como internet, telefone, luz, etc.

Por gasto, entende-se gastos variáveis, como a compra de um chuveiro, de bananas e mangas em um supermercado, etc.

Para estes gastos, é necessário agilidade para contabilização. Isto é feito através de um formulário simples, disponível aqui.

O gasto é, automaticamente, dividido e entra no devido período.

A divisão é simples: suponha que Fulano gastou R$20 e o gasto deve ser dividido entre 5 pessoas. Então, cada pessoa deve pagar R$4, e Fulano deve receber R$16.

Para usar e personalizar o sistema, faça uma cópia do documento. Você também pode testar e fazer modificações neste documento. Além disso, você pode contribuir com idéias, novas funcionalidades e também com o visual.

Faça o teste: entre com um gasto no formulário e veja dividido no planilha do período!

Alguns detalhes técnicos, para adequação:

  • O nome do período no formulário deve ser igual ao nome da planilha do respectivo período.
  • Os nomes das pessoas no formulário também deve ser igual aos nomes nas colunas da planilha do período.
  • Adicione/remova pessoas adicionando/removendo colunas. Para adicionar pessoas, desmescle as celulas ‘Negativo = a pagar; Positivo = a receber’ e ‘GASTOS’, copie uma coluna de outra pessoa e mude a cor a gosto.
  • Para adicionar um período, duplique uma planilha de um período já existente. Mantenha no formulário a listas dos períodos em aberto, isto é, os quais ainda não foram feitos o acerto de contas.

Até blogo,

Namaskar.

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Uso coletivo de automóveis

Olá,

Venho por meio (a intenção é ser brega mesmo) deste disponibilizar uma planilha para uso coletivo de automóveis. Ela contabiliza os custos do carro (combustível, manutenção, IPVA, seguro, etc) através do “Custo por Km”, o chamado custo por quilometro rodado.

A idéia é que o usuário do carro a preencha no início e no fim da viagem, abastecendo o carro de acordo com o custo total de uso do carro.

Assim, todos os usuários do carro contribuem para o bom funcionamento do carro abastecendo mais do que o consumido para compensar os outros gastos com o automóvel.

Faça sua cópia no Google Docs e apapte às suas necessidades.

Sugestões???

Até blogo.

Um pré-visualização (veja completo aqui):

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Humano vs. Carnívoros

Tradução livre de parte do livro 80/10/10, disponível no Amazon.

80/10/10

Capítulo 1. Determinando Nossa Verdadeira Natureza Dietética

Humano vs. Carnívoros

Segue uma lista incompleta das principais diferenças entre humanos e criaturas carnívoras.

Caminhada: Nós temos duas mãos e dois pés, e nós caminhamos eretos. Todos os carnívoros têm quatro patas e realizam a locomoção com todas as quatro.

Caudas: Carnívoros tem caudas.

Língua: Somente os animais verdadeiramente carnívoros têm línguas raspadeiras (áspera). Todas as outras criaturas tem línguas lisas.

Garras: A ausência de garras torna extremamente difícil rasgar a pele ou carne dura. Ao invés disso, nós possuímos unhas lisas muito mais fracas.

Polegares opositores: Nossos polegares opositores nos faz extremamente bem equipados para coletar uma refeição de frutas em uma questão de segundos. Muitas pessoas realizam a tarefa sem nenhum esforço. Tudo que nós temos que fazer é apanhá-las. As garras dos carnívoros permite-lhes agarrar a sua presa numa questão também de poucos segundos. Nós não poderíamos capturar ou rasgar a pele ou a carne dura de um veado ou permanecer de mãos vazias mais do que um leão poderia colher mangas ou bananas.

Nascimentos: Humanos normalmente tem um filho por vez. Carnívoros tipicamente dão à luz a ninhadas.

Formação do cólon: Nosso cólon torcido é bem diferente no desenho do que os cólons suaves de animais carnívoros.

Comprimento do intestino: Nosso trato intestinal mede a grosso modo 12 vezes o tamanho de nossos torsos (cerca de 9 metros). Isso permite uma lenta absorção dos açúcares e outros nutrientes ligados a água das frutas. Em contraste, o trato digestivo de um carnívoro é só 3 vezes o tamanho de seu torso. Isto é necessário para evitar apodrecimento ou decomposição da carne dentro do animal. O carnívoro depende de secreções muito ácidas para permitir uma rápida digestão e absorção no seu curto intestino. Ainda assim, a putrefação de proteínas e a rancidez de gorduras é evidente em suas fezes.

Glândulas mamárias: As várias tetas no abdôme de carnívoros não coincidem com o par de glândulas mamárias no peito dos humanos.

Sono: Humanos gastam a grosso modo dois terços de cada ciclo de 24 horas ativamente acordados. Carnívoros típicamente dormem e descansam de 18 a 20 horas por dia e algumas vezes mais.

Tolerância a micróbios: A maioria dos carnívoros pode digerir micróbios que seriam mortais para humanos, como aqueles que causam botulismo.

Transpiração: Humanos transpiram por poros em todo o corpo. Carnívoros transpiram somente pela língua.

Visão: Nosso sentido da visão responde a todo espectro de cores, tornando possível distinguir frutas maduras de verdes a distância. Comedores de carne tipicamente não vêem em cores.

Tamanho da refeição: Fruta está na escala das nossas necessidades alimentares. Ela se encaixa em nossas mãos. Algumas poucas unidades de fruta é suficiente para uma refeição, sem deixar desperdícios. Carnívoros tipicamente comem todo o animal quando o matam.

Modo de beber: Caso precisemos tomar água, podemos sugá-la com nossos lábios, mas não podemos enrolá-la com a língua. A língua de carnívoros projeta-se para fora tal que eles podem enrolar a água que precisam tomar.

Placenta: Nós temos uma placenta discóide, ao passo que os carnívoros têm placentas zonárias.

Vitamina C: Carnívoros produzem sua própria vitamina C. Para nós, vitamina C é um nutriente essencial que precisamos obter do alimento.

Movimento do maxilar: Nossa abilidade de moer o alimento é própria dos comedores de plantas. Comedores de carne não tem movimento lateral em seus maxilares.

Fórmula dental: Mamalogistas usam um sistema chamado de “fórmula dental” para descrever o arranjo dentário de cada quadrante dos maxilares da boca de um animal. Isto se refere ao número de incisivos, caninos e molares em cada um dos quatro quadrantes. Começando do centro e movendo-se para fora, a nossa fórmula, e da maioria dos antropóides, é 2/1/5. A fórmula dental dos carnívoros é 3/1/5-a-8.

Dentes: Os molares de um carnívoro são pontiagudos e afiados. Os nossos são achatados, para triturar o alimento. Nossos dentes “canino” não tem qualquer semelhança a verdadeiras presas. Nem tampouco temos uma boca cheia deles, como verdadeiros carnívoros têm. Lembro-me de uma das respostas incisivas preferida de Abraham Lincoln’s: “Se você contar a cauda de uma ovelha como perna, quantas pernas ela teria?” Invariavelmente, as pessoas responderiam, “cinco.” A qual Lincoln respondia: “Somente quatro. Contar a cauda como uma perna não faz dela uma.”

Tolerância a gordura: Nós não suportamos bem mais do que pequenas quantidades de gordura. Comedores de carne desenvolvem-se com uma dieta rica em gordura.

pH da saliva e da urina: Todas as criaturas comedoras de plantas (incluindo humanos saudáveis) mantém a saliva e a urina alcalina a maior parte do tempo. A saliva e a urina de animais que comem carne, no entanto, é ácida.

pH da dieta: Carnívoros desenvolvem-se com uma dieta de alimentos que formam ácidos, enquanto que tal dieta é fatal para humanos, criando um cenário para uma vasta variedade de estágios patológicos. Nossos melhores alimentos são os que formam alcalinos.

Ácidez do estômago: O nível de pH do ácido clorídrico que os humanos produzem em seus estômagos geralmente variam por volta de 3 a 4 ou mais mas podem chegaraté 2. (0 = mais ácido, 7 = neutro, 14 = mais alcalino). O estômago ácido dos gatos e outros comedores de carne podem ter pH na faixa dos 1 e normalmente operam na faixa dos 2. Uma vez que a escala de pH é logarítmica, isto significa que o estômago ácido de um carnívoro é pelo menos 10 vezes mais forte que o de um humano e pode ser de 100 ou até 1,000 vezes mais forte.

Uricase: Carnívoros verdadeiros secretam uma enzima chamada uricase que metaboliza o ácido úrico da carne. Nós não secretamos nenhuma e então precisamos neutralizar esse forte ácido com nossos minerais alcalinos, principalmente cálcio. Os cristais resultantes cálcio-urato são um dos muitos patógenos da alimentação de carne, nesse caso dando origem ou contribuindo para gota, artrite, reumatismo e bursite.

Enzimas digestivas: Nossas enzimas digestivas são equipadas para tornar fácil iniciar a digestão de fruta. Nós produzimos ptialina – também conhecida como amilase salivar – para iniciar a digestão de fruta. Animais comedores de carne não produzem nenhuma ptialina e têm proporções de enzimas digestivas completamente diferentes.

Metabolismo de açúcar: A glicose e a frutose das frutas alimentam nossas células sem esforço do pâncreas (a não ser que comamos uma dieta rica em gordura). Comedores de carne não toleram bem açúcares.  Eles estão propensos a diabetes se comerem uma dieta predominada por frutas.

Flora intestinal: Humanos têm diferentes colônias bacterianas (flora) vivendo em seus intestinos do que aquelas encontradas em animais carnívoros. As colônia similares, como a de lactobacilus e a de e. coli são encontradas em diferentes proporções nos intestinos de comedores de plantas comparado às proporções de carnívoros.

Tamanho do fígado: Carnívoros têm fígados proporcionalmente maiores em relação ao tamanho de seus corpos do que humanos.

Limpeza: Nós somos a mais particular de todas as crituras em relação a limpeza de nossa comida. Carnívoros são os menos exigentes, e comem sugeira, insetos, detritos orgânicos, e outros coisas junto com sua comida.

Apetite natural: Nós ficamos com água na boca ao ver e cheirar os produtos do mercado. Estes são os alimentos vivos, a fonte de nosso sustento. Porém, o cheiro de animais normalmente nos afastam. Comedores de carne ficam com água na boca à vista de uma presa, e eles podem reagir ao cheiro de animais como se percebessem de alimento.

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(English) Installing data directories recursively with automake

Não disponível em português

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A dieta 80/10/10

Livro disponível em PDF e outros formatos

A dieta de alimentos completos (não processados), crus, frescos, maduros e vegetais, como a natureza nos oferece.

Intuitiva no sentido de que os alimentos que são fáceis de comer são os nossos alimentos, são os que dispensam tecnologia, fogo ou compartimentos (os germinados precisam deste último).

A dieta que fomos biologicamente 80/10/10 Dietprojetados para digerir. Segue a lei do mínimo esforço na coleta, digestão, assimilação e eliminação.

Muito mais do que crudivorismo, mas alimentos completos (sem processamento como a desidratação) com baixo teor de gordura.

Muito além de quantidade, a proporção é a chave do equilíbrio: mínimo de 80% das calorias de carbohidratos simples, máximo 10% de proteínas e máximo 10% de gordura, a proporção encontrada nas dietas dos povos mais saudáveis. Não procure os alimentos por um único nutriente, mas pelo seu conjunto e combinação.

Confiança na natureza, ela provê a proporção, variedade e a quantidade dos nutrientes necessários para cada espécie.

GOSTOSO! O doce que sempre procuramos e deixa nossa boca a salivar com o alimento da maneira que ele se apresenta na natureza.

Simples: frutas e vegetais tenros. Nada mais. Nem pensar em suplementação, ou a dieta não seria completa.

Espero colocar nas próximos entradas do blog traduções de partes do livro. Ele traz informações reveladoras para vegetarianos e para onívoros, as quais não se encontram nas fontes tradicionais de nenhum dos dois grupos, uma análise e síntese muito abrangente sobre o tema de nutrição.

Créditos a Douglas Graham pelo brilhante exemplo e trabalho.

doug

Douglas Graham e Esposa

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Esses livros…

Esses livros revolucionários de nossa vida… Quando se encontra e lê mais um deles uma grande mudança se inicia.

Muitos deles li em versão digital, os ebooks, em PDF de imagens, o que impossibilita a busca no livro e que as pessoas busquem seu conteúdo no Google. Resolvi então passar um OCR no livro que atualmente estou lendo, The Biology of Belief  “A Biologia da Crença” (wiki, html, pdf sem ocr e txt) de Bruce Lipton.

Aí tive a idéia de colocar ele no wiki para que as pessoas possam corrigir os erros do OCR e inserir as imagens de volta. Adoraria ver colaborações!

NAMASKAR

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Bhagavad Gita, Editora Pensamento

Depois de um trabalho arduo com OCR, aí vai o resultado, o fantástico e revelador livro Bhagavad Gita, tradução do Yogue Ramachacra, editora Pensamento. Particularmente gosto muito dessa versão pois não contém comentários (mas notas devidamente colocadas e esclarecedoras), o que resulta numa leitura mais rápida, contextualizada, e intensa do Gita. E além disso ainda deixa com vontade de ler mais uma vez, e mais uma, e mais uma…

Bhagavad Gita – Editora Pensamento.doc

Bhagavad Gita – Editora Pensamento.pdf (Também no Google Docs)

Note que há erros de reconhecimento de imagem. Você pode ajudar corrigindo o documento e mandando-me de volta as correções.

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Muito além do filme Zeitgeist

O filme Zeitgeist, muito apreciado por falsos céticos(1), principalmente por sua sarcástica crítica à religião, mas que  só se restringe a religião moderna capitalista e separatista, é tomado também como símbolo da crítica contra a atual ordem mundial criada pelos Illuminati, mações livres unidos com o propósito de “dar poder aos poderosos”. No entanto, o filme mesmo parece ter sido produzido por eles próprios, pois ele não explica o porque faz sentido um ser humano pensar como um Illuminati, resultado de suas próprias instabilidades mentais e falta de interiorização. Isto, a exteriorização, é justamente o mais evidente do filme, uma crítica inocente que põe toda a culpa de nossa miséria em um grupo, esquecendo a nossa tendência a escravidão dos sentidos devido a fraca espiritualidade.

Suncinto demais que fui, para entender melhor o que digo, deixo uma lista de filmes, dos quais a maioria também aponta a maçonaria, mas com uma crítica mais profunda e não excludente.

Os filmes são excelentes, mas longos. Recomendo que vejam todos!

  1. Kymatica
  2. The Legend of Atlantis  – Parte 1, 2, 3, 4, 5-1 e 5-2
  3. The Great Year
  4. Energy from the Vacuum

(1) Teóricos que “provam” sem experimentação, contrário aos passos do método científico definido por Galileu: 1) Observação, 2) Hipótese, 3) Experimentação e 4) Tese

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Sri Yuktéswar e frugivorismo

Não está sendo fácil, mas sem dúvida uma grande redescoberta e libertação. O frugivorismo abriu-me inúmeras portas para uma mente mais calma e prazeres mais duradouros. Uma dieta por si não se justifica, a não ser qusri-yukteswar-and-paramahansa-yoganandae esta te leve ao autocontrole e ao autoconhecimento.

Mas e Sri Yuktéswar? Depois de me deliciar com Autobiografica de um Iogue de Yogananda e pular rapidamente para A Ciência Sagrada de seu grande guru, o qual realmente me impressionou. A parte que agora coloco é um trecho sobre a vida natural segundo Sri Yuktéswar. Gostei muito de ler algo que casou-se com minha visão atual, mas sem dúvida o que mais foi valioso para mim neste livro é a explicação do ciclo de 24.000 anos ligado as eras (do ouro, da prata, do bronze e do ferro ou, em sânscrito, Satya, Dwapara, Tetra e Kali) que é um produto do ano solar, isto é, do movimento períodico do sol com seu conjugado, que nos permite ver as doze constelações do zodíaco. Tem até um filme sobre este conhecimento, chamado The Great Year, muito bom por sinal.

De volta ao frugivorismo, aí vaí um belo trecho do livro:

“O que é a vida natural? Para entender o que é a vida natural, será necessário distinguí-
la do que é anti-natural. A vida depende da seleção de (1) alimento, (2) moradia, e (3)
companhia. Para ter uma vida natural, os animais inferiores escolhem para si mesmo
esses elementos com a ajuda de seus instintos e das sentinelas naturais colocadas nas
entradas sensoriais – os órgãos da visão, da audição, tato, olfato e paladar. Entretanto,
nos homens em geral estes órgãos estão desde a infância de tal forma pervertidos pela
vida anti-natural, que pouca confiança se pode ter em seus julgamentos. Portanto, para
compreender quais são nossas necessidades naturais, devemos depender de observação,
experiência e razão.
O que é alimento natural para o homem? Primeiro, para escolher o alimento
natural, devemos observar a formação dos órgãos que cooperam na digestão e na nutri-
ção, os dentes e o canal digestivo; a tendência natural dos órgãos dos sentidos que gui-
am os animais para o seu alimento; e a nutrição da prole.
Observação dos dentes. Pela observação dos dentes, notamos que nos animais
carnívoros os incisivos são pouco desenvolvidos, mas os caninos bastante longos, lisos
e pontiagudos, para apanhar a presa. Os molares também são pontudos; estas pontas
entretanto, não se unem, mas se ajustam estreitamente lado à lado para separar as fibras
musculares.
Nos animais herbívoros os incisivos são notavelmente desenvolvidos, os cani-
nos reduzidos (embora algumas vezes sejam longos, como as presas dos elefantes), os
molares são largos na parte superior e revestidos de esmalte só nas faces laterais.
Nos frugívoros todos os dentes tem quase a mesma altura; os caninos são pouco
projetados, cônicos e rombudos (obviamente não planejados para agarrar a presa, mas
para exercer força). Os molares tem coroa larga revestida na parte superior de pregas
esmaltadas para evitar o desgaste causado pelo seu movimento lateral, não são pontu-
dos, inapropriados para mastigar carne.
Por outro lado, nos animais onívoros, como os ursos, os incisivos se asseme-
lham aos dos herbívoros, os caninos são como os dos carnívoros, e os molares não só
são pontudos mas também largos na parte superior, para servir a um duplo propósito.
Agora, se observarmos a formação dos dentes no homem, veremos que eles não
se parecem com os dentes dos carnívoros, nem com os dos herbívoros ou dos onívoros.
Eles se parecem exatamente como os dos animais frugívoros. A dedução razoável por-
tanto, é de que o homem é um frugívoro ou um animal comedor de frutas1.
Observação do canal digestivo. Pela observação do canal digestivo, verifica-
mos que os intestinos dos animais carnívoros são de três à cinco vezes mais longos que
seu corpo, quando medidos da boca ao ânus, e seu estômago é quase esférico. Os intes-
tinos dos herbívoros são vinte e oito vezes mais longos que seu corpo, e seu estômago
é mais estendido e de estrutura composta. Porém, os intestinos dos animais frugívoros
têm de dez a doze vezes a extensão de seu corpo; seu estômago é um pouco mais largo
do que o dos carnívoros e tem um prolongamento no duodeno, que funciona como um
segundo estômago.
Não é exatamente a formação que encontramos nos seres humanos, embora a
anatomia diga que os intestinos humanos tem de três a cinco vezes a extensão do corpo
humano – cometendo-se um equívoco ao se medir o corpo da parte superior da cabeça
até a sola dos pés, em vez de partir da boca ao ânus. Assim, podemos novamente inferir
que o homem é com toda probabilidade um animal frugívoro.
Observação dos órgãos dos sentidos. Pela observação da tendência natural dos
órgãos dos sentidos – indicadores que determinam o que é nutritivo – os quais direcio-
nam todos os animais para o seu alimento, verificamos que quando o animal carnívoro
encontra a presa, sente tanto prazer que seus olhos começam a brilhar; audaciosamente
ataca a vítima e sorve com sofreguidão os jatos de sangue. Ao contrário, os herbívoros
recusam até mesmo seu alimento natural, deixando-o intacto, se nele houver o menor
vestígio de sangue. Seus sentidos do olfato e visão induzem-os a escolher a grama e ou-
tras ervas como alimento, degustando-as com prazer. Similarmente, com animais frugí-
voros percebemos que seus sentidos sempre os dirigem para os frutos das árvores do
campo.
Nos homens de todas as raças verificamos que os seus sentidos de olfato, audi-
ção e visão nunca os levam à matança de animais; ao contrário, eles não podem sequer
suportar a visão dessas chacinas. É sempre recomendável que os matadouros sejam
mantidos bem longe das cidades; os homens com freqüência, expedem rigorosos regu-
lamentos proibindo o transporte de carnes descobertas. Pode-se então considerar a carne
um alimento natural do homem, quando seus olhos e seu nariz positivamente a rejeitam,
a menos que venha disfarçada com o sabor de temperos, sal e açúcar? Por outro lado,
como achamos deliciosa a fragrância das frutas, cuja visão nos deixa muitas vezes com
água na boca. Pode-se também notar que vários cereais e raízes tem odor e sabor gradá-
veis, embora fracos, mesmo quando não estão preparados. Portanto, mais uma vez, so-
mos levados a deduzir por estas observações de que o homem tende à ser um animal
frugívoro.2
Observação da alimentação das crianças. Observando a alimentação das cri-
anças, vemos que o leite é sem dúvida o alimento do recém-nascido. A mãe não terá
leite o bastante se não comer frutas, cereais e vegetais como seu alimento natural.
A Causa das doenças. Portanto, a única conclusão razoável à que se pode che-
gar a partir destas observações é a de que os vários cereais, frutas, raízes, e – como be-
bida – leite, e água pura exposta ao ar e ao sol, são de modo indiscutível o melhor ali-
mento natural para o homem. Por serem adequados ao nosso sistema, quando ingeridos
de acordo com a capacidade dos órgãos digestivos, estes alimentos bem mastigados e
misturados com a saliva, serão facilmente assimilados.
Outros alimentos não são naturais para o homem, e sendo incompatíveis com o
sistema são necessariamente estranhos à ele; quando entram no estômago, não são ade-
quadamente assimilados. Misturados com o sangue, acumulam-se nos órgãos excretó-
rios e em órgãos não adaptados adequadamente à eles. Se não são eliminados, deposi-
tam-se nas fendas dos tecidos pela lei da gravidade; e, ao fermentarem, produzem doen-
ças mentais e físicas, levando à uma morte prematura.
O desenvolvimento das crianças. A experiência também prova que a dieta na-
tural, não irritante, do vegetarianismo é quase sem exceções admiravelmente apropriada
para o desenvolvimento das crianças, tanto físico como mental. Suas principais facul-
dades, mentes, discernimentos, vontades, temperamentos e disposição geral serão tam-
bém harmoniosamente desenvolvidos.
A vida natural acalma as Paixões. Verificamos que quando se empregam mei-
os incomuns, tais como jejum excessivo, flagelação ou clausura monástica, com a fina-
lidade de suprimir as paixões sexuais, raras vezes consegue-se o efeito desejado. A ex-
periência mostra entretanto, que o homem pode facilmente dominar estas paixões, o ar-
qüiinimigo da moralidade, pela vida natural baseada numa dieta não irritante, acima
referida; deste modo, os homens obtém a tranqüilidade da mente, que os psicólogos sa-
bem ser extremamente favorável à atividade mental, à uma compreensão lúcida, bem
como à uma judiciosa maneira de pensar.
Desejo sexual. Algo mais deve ser dito aqui sobre o instinto natural de procria-
ção, que é depois do instinto de auto-conservação, o mais forte no corpo animal. O de-
sejo sexual, como todos os outros desejos, tem um estado normal e outro anormal ou
doentio, este último resultante unicamente da matéria estranha acumulada pela vida an-
ti-natural, como já mencionamos. No desejo sexual, cada um tem um termômetro muito
preciso para indicar a condição de sua saúde. Este desejo ultrapassa seu estado normal
devido à irritação nervosa resultante da pressão da matéria estranha acumulada no sis-
tema, pressão esta exercida sobre o aparelho sexual, manifestada primeiro por um exa-
cerbado desejo sexual, depois por uma gradual redução da potência.
O desejo sexual em seu estado normal deixa o homem completamente livre de
todas as perturbações lascivas, e só atua no organismo (despertando um desejo de saci-
edade) raramente. Aqui, outra vez, a experiência demonstra que este desejo, como todos
os outros, é sempre normal em indivíduos que vivem uma vida natural, como já men-
cionamos.
A raiz da árvore da vida. O órgão sexual – junção de importantes extremidades
nervosas, particularmente dos nervos simpáticos e espinhais (nervos principais do ab-
dômen), os quais através de sua conexão com o cérebro, são capazes de estimular todo
o sistema – é, em certo sentido, a raiz da árvore da vida. O homem bem instruído no uso
adequado do sexo pode manter seu corpo e sua mente saudáveis e viver uma vida intei-
ramente agradável.
Os princípios práticos da saúde sexual não são ensinados porque o povo consi-
dera o assunto impuro e obsceno. Assim, em sua cegueira, a humanidade tem a presun-
ção de lançar um véu sobre a Natureza, porque ela lhe parece impura, esquecendo que
ela é sempre imaculada e que tudo que existe de impuro e indecoroso está na mente do
homem e não na natureza. Por conseguinte, é claro que o homem, ignorando a verdade
sobre os perigos do abuso da força sexual, sendo compelido à práticas errôneas através
da irritação nervosa resultante de uma vida anti-natural, sofrerá perturbadoras moléstias
na vida, tornando-se uma vítima de morte prematura.
A moradia do homem. Em segundo lugar, vem a casa onde moramos. Podemos
facilmente compreender, quando nos sentimos mal ao entramos numa sala abarrotada
depois de respirarmos o ar fresco do alto de uma montanha ou de um vasto campo ou
jardim, que a atmosfera da cidade ou de qualquer aglomerado urbano é anti-natural para
se morar. A atmosfera revigorante do alto de uma montanha, de um campo, jardim ou
de um lugar seco e arborizado situado num espaçoso terreno, bem ventilado com ar
fresco, é a moradia apropriada para o homem em harmonia com a natureza.
A companhia que devemos ter. Em terceiro lugar está a companhia que deve-
mos ter. Aqui também, se ouvirmos os ditames de nossa consciência e consultarmos
nossa inclinação natural, verificaremos que preferimos as pessoas cujo magnetismo nos
afeta harmoniosamente, que acalmam nosso organismo, tonificam internamente nossa
vitalidade, desenvolvem nosso amor natural, aliviando nossos sofrimentos, nos trans-
mitindo paz. Isto quer dizer que devemos estar na companhia de Sat ou Salvador, e co-
mo já aludimos antes, devemos evitar a companhia de Asat. Na companhia de Sat temos
a possibilidade de gozar uma saúde perfeita, física e mental, e nossa vida é prolongada.
Se, por outro lado, não seguimos o conselho da Mãe Natureza, nem ouvimos os ditames
de nossa consciência pura, mantendo a companhia de tudo que foi designado como A-
sat, produz-se um efeito oposto, prejudicando a saúde e encurtando a vida.
Necessidade de Vida Natural e Pureza. Por conseguinte, a vida natural favo-
rece a prática de Yama, as abstenções ascéticas. Sendo a pureza da mente e do corpo
igualmente importante na prática de Niyama, as observâncias ascéticas, devem-se fazer
todas as tentativas para atingir essa pureza.”

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